Férias · Viagem

Tô de férias!!! Viagem para Resistência

Como eu disse no outro post, não existia ônibus de Asunción, Paraguai para Salta, Argentina. Embora eu não sabia antes, Salta sempre foi o destino “fixo” da viagem, porque Nathalia queria muito conhecer a cidade. Por isso, pegamos um ônibus na rodoviária de Asunción para Resistência. Também dois andares, com poltronas super confortáveis, água, café e até um lanchinho para cada um dos passageiros (isso porque eles não param durante a viagem igual aqui no brasil). Nesse lanche veio um pão com queijo e presunto, uma empanada de carne e um alfajor.

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Chegando em resistência de madrugada nos deparamos com um frio enorme sem estarmos devidamente vestidas pra isso. Portanto, abrimos as malas pra nos vestir melhor e esperar até conseguirmos ir ao local em que iríamos nos hospedar. Importante: Resistência é bastante quente no verão, mas no inverno possui um frio bonzinho. E a rodoviária da cidade é aberta, então entra o vento gelado por todos os lados. Além disso, você pode utilizar a internet por apenas 1 hora e ela não renova! Mas se você tentar, pode conseguir descobrir a senha do wi-fi de alguma loja ou até da área de informações para turistas.

Como eu não gostei muito de Asunción, Resistência foi um choque, porque além de ser completamente diferente, tinha um ar de cidade maior e mesmo assim interior. As praças da cidade são lindas e cada vez que eu passava em uma era uma foto diferente. Como nos hospedamos longe do centro, mais uma vez, tivemos que pegar o ônibus para conhecermos as coisas. Mas não é aceito dinheiro no ônibus. É necessário que o passageiro possua sua tarjeta recarregável ou pague alguém que está no ônibus para passar a tarjeta.

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Eu e Nathalia, no primeiro ônibus que pegamos, não sabíamos disso e não entendemos nada do que o motorista ficou falando. Portanto, tivemos uma viagem grátis em Resistência! Mas logo que chegamos no centro, compramos nossa tarjeta e recarregamos (o melhor local para fazer isso é ao lado da claro – sim a empresa de telefone – perto de alguma praça da cidade e seu horário de funcionamento é de segunda à sexta de 8 hrs até 12hrs e 16hrs a 20hr).

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Na nossa primeira noite na cidade fomos convidadas a ir em um aniversário do irmão de um moço que conhecemos (do aplicativo couchsurfing – depois conto mais sobre ele e alguns detalhes a mais da viagem). Fomos para a festa com uma russa e um chileno que conhecemos. Foram horas de vinho, os convidados cantando música com o violão e no final, após o parabéns o aniversariante tirou foto com todos os amigos e exigiu foto com os “estrangeiros”.

Com isso, fizemos amizades e com elas fomos à uma noite de exibição de um filme clássico (acho que Argentino), no qual eu entendi a história apenas pelas imagens, porque não dava pra compreender um “a” que falavam. Visitamos restaurantes charmosos e com promoções de café da manhã (combo 1 suco de laranja + 1 café + 2 medialunas + 2 chipas) por um bom preço.

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Conhecemos La Rambla de las Esculturas, onde várias esculturas estão em uma espécie de calcadão ao céu aberto. Resistência é conhecida por ter esculturas pela cidade toda. Isso mostra o quão cultural é a cidade.

E como parte importante da viagem, comemos bastante e a melhor experiência culinária que eu tive em Resistência foi a descoberta de uma sobremesa chamada Torta Rogel. É uma massa crocante recheada com doce de leite maravilhosa.

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Importante: Em alguns lugares na Argentina, existe a siesta. Tudo fecha por um tempo após o almoço, para as pessoas descansarem. Como não tínhamos pra onde ir e nem o que fazer, almoçávamos e voltávamos para nossa hospedagem até dar o fim da siesta e tudo reabrir na cidade. (É por isso que possui esse intervalo gigante no funcionamento das lojas de recargas de tarjetas).

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Dica: Existem muitos kioskos pelas cidades em que passamos e Resistência era lotada deles. São lojinhas pequenas que vendem de tudo.

Passamos mais do que o tempo previsto em Resistência pelo fato da cidade ser muito charmosa e termos feito amizade por lá. Visitamos por um dia uma cidade visinha chamada Corrientes – dá pra ir de ônibus (aquele da tarjeta) – mas isso eu conto em um próximo post.

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Férias · Viagem

Tô de férias!!! Mochilão pela Argentina – O início da viagem

No dia em que descobri que tinha sido chamada para a UFOB liguei para contar a novidade à minha irmã e com sorte foi no momento em que ela estava comprando as passagens para sua próxima viagem: um mochilão pela Argentina. Com isso, fui convidada por ela a passar quase um mês viajando pelo país visinho, sem planejar muito, já que a ideia da viagem era ir para onde tivéssemos vontade de ir.

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Foto da A Vida é Como um Livro

Nossos destinos iniciais eram: Foz do Iguaçu (Brasil), Puerto Iguazú (Argentina), Salta (Argentina), Cafayate (Argentina) e Asunción (Paraguai). Ainda tínhamos a ideia de ir para a Bolívia – por isso fomos até o aeroporto de Vitória na Anvisa para emitir meu cartão de vacinação internacional de febre amarela.

Importante: Agora existem novas regras para tirar o seu certificado de vacinação internacional. É necessário comprovar que está indo viajar para local que esse comprovante é obrigatório.

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Saímos do Aeroporto de Vitória com destino ao Aeroporto de Guarulhos. Lá esperamos um tempinho até pegarmos nosso vôo para Foz do Iguaçu. Em São Paulo decidimos que iríamos nos hospedar na Argentina e atravessar a fronteira quando fosse preciso para conhecer as atrações turísticas de Foz, pois apesar da Nathalia já ter visitado, eu ainda não conhecia.

Os ônibus para Puerto Iguazú passam em um ponto na rua lateral à rodoviária. Neles há a bandeira do Brasil e da Argentina pintadas. As passagens variam de preço, mas em média custam R$ 4,00 – mais barato que muito ônibus municipal e intermunicipal pelo Brasil.

Mango Chill Hostel

O hostel que encontramos enquanto pesquisávamos em São Paulo, era bastante próximo da rodoviária de Puerto Iguazu – o que ajudou muito, já que viajamos com malas e não mochilas. Ele se chama Mango Chill Hostel e é uma gracinha! O lugar possui charme próprio e conta com os funcionários atenciosos, com os quais fizemos amizade e mantemos nas nossas redes sociais. Adoramos a hospedagem e no final da viagem, quando necessitamos voltar para Puerto nos hospedamos nele de novo!

Na primeira noite nos contentamos em andar pela cidade argentina. Sendo a minha primeira vez no país, tudo era novidade. Conhecemos uma feira onde bastante alfajor, doce de leite e parrijas (churrasco) eram vendidos. E além do mais, pela proximidade com o Brasil, cantores nos bares cantando músicas brasileiras era o que não faltava. Isso me fazia selecionar o lugar em que íamos comer, já que eu não estava na Argentina para ouvir música e comer comida brasileira – o importante é se deixar levar pela cultura local. Achamos um local com promoção de empanadas – o que você não pode deixar de experimentar caso for visitar o país – e ali ficamos.

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Empanadas – Possuem vários recheios (carne, frango, queijo, etc) e podem ser fritas ou assadas

No dia seguinte acordamos cedo e pegamos o ônibus para Foz do Iguaçú para conhecermos o Templo Budista e as Cataratas. No mosteiro foi uma surpresa. As esculturas enormes e lindas eram atrações maravilhosas e enquanto caminhávamos entre elas a oração que os monges estavam realizando se fazia ouvir e trazer mais paz ao lugar. Para se chegar ao Templo de ônibus é só pegar o 103 que sai da rodoviária e pedir ao motorista ou o cobrador para darem sinal no ponto correto – não se assuste, ele é beeeem longe mesmo!

Nathalia já conhecia As Cataratas, mas eu nunca tinha ido. A experiência foi incrível de todas as maneiras. O parque contém restaurante próprio, lojinha e é tudo muito lindo lá dentro. A Mata Atlântica é muito preservada e os animais são priorizados a todo custo – caso uma onça esteja em algum local próximo à trilha ou nela própria, o local é interditado. Em diversos pontos são encontradas placas orientando o que fazer caso encontrar uma onça – Não correr, não abaixar, etc.

Além das onças também tem os quatis, que roubam sua mochila a qualquer sinal de alimento. Eles são selvagens e transmitem raiva. É proibido alimenta-los.

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O parque é lindo e as cataratas também. É uma energia positiva absurda que lugar transmite. Apesar de que elas estavam com um volume maior de quando Nathalia foi pela primeira vez.

Os ingressos possuem preços diferentes para brasileiros, moradores da América do Sul e o resto do mundo. Como sou brasileira e estudante, paguei 37 reais no meu ingresso.

Ao voltarmos para o hostel fomos convidadas para ver um espetáculo de luzes no marco das três fronteiras no lado argentino e conhecemos alguns hospedes do local. Ao retornarmos passamos o resto da noite jogando baralho com quatro israelenses que conhecemos e fizemos amizade. Tentamos manter o contato desde então.

No dia seguinte acordamos cedo e partimos para Asunción, a capital do Paraguai. Mas isso é assunto para outro post!

Férias · Viagem

Tô de férias!!! Viagem para Ouro Preto

Como fui convocada para o segundo semestre da UFOB que dia 20 de novembro (do dia 30/10 ao dia 18/11 é a escola de estudos temáticos), pude dizer com muita alegria: tô de férias!!! A qual eu aproveitei bastante e por isso sumi daqui. E com isso vou compartilhar aqui no blog o que estou fiz nesse “tempinho”.

Fui convocada para confirmação de matrícula na federal no dia 17 de março. A partir daí comecei a pesquisar sobre o cancelamento do fies, já que eu me mudei da FADIP para UNEC por possuir o financiamento. Fiz todo o processo online no dia 01 de abril (porque o processo de encerramento do financiamento pode ser feito apenas do dia 01 ao 15 de cada mês) e fui comparecer ao banco na data marcada pelo sistema.

Como meu banco era em Ponte Nova – MG (já que minha primeira faculdade era lá), combinei com minha irmã que por lá ser pertinho de Ouro Preto, iríamos passar o final de semana na histórica cidade, já que eu não a conhecia. Minha tia e minha mãe se juntaram à aventura e lá fomos nós.

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Chegamos em Ouro Preto de tarde e deixamos nossas coisas no hostel Brumas para andarmos pela cidade. Como estávamos hospedadas bem pertinho da praça central da cidade, fomos conhecer ali primeiro. O primeiro lugar que visitamos o Museu da Inconfidência, antiga casa da câmara e cadeia de Vila Rica. Apesar de ser de biomédicas, sempre tive uma paixão por humanas, sendo história do Brasil uma segmento do conteúdo que me atrai muito. Portanto, fácil perceber que um passeio pela antiga Vila Rica me agradou demais.

Além dos museus, visitamos as igrejas maravilhosas da cidade, cada uma com sua beleza e riqueza. Particularmente, a Igreja de São Francisco de Asis me deixou tão maravilhada que ao adentrar não tive palavras para falar o que estava sentindo. A sua arquitetura é minuciosa e absurdamente maravilhosa. Sem falar das pinturas, principalmente no teto.

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Pintura no teto da Igreja de São Francisco De Asis em Ouro Preto. 

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Também tivemos o privilégio de conhecer a casa de Tomas Antônio Gonzaga, onde encontramos guias apaixonados por história e conhecedores da história do ativista. O museu de farmácia, por interesse principalmente da minha irmã – farmacêutica.  E a Casa dos Contos, onde o que mais me impressionou – de modo negativo, obviamente – foi a senzala úmida no subsolo, com janelas gradeadas (o que não havia em todas, segundo o guia) e os instrumentos usados pelos escravos ou para com eles. Visitar locais como esse é tomar um choque de realidade sobre o que a ignorância e a prepotência pode fazer com a vida do outro.

Ouro Preto é um lugar que transpira cultura e história. É olhar para o lado e lembrar das aulas de história do Brasil, entender um pouquinho do que aconteceu e ainda se sentir imerso no século passado. Para isso ainda existem locais na cidade que por 15,00 você se caracteriza com roupas de época… É claro que eu e minha mãe não perdemos a oportunidade!

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Na volta para casa passamos por Mariana apenas para conhecer a Praça Minas Gerais  que contém as igrejas Nossa Senhora do Carmo, a São Francisco de Asis, a Câmara Municipal (antiga Casa da Câmara e cadeia, anexados ao armazém e à Capela dos Passos) e o pelourinho.

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O nosso roteiro direitinho vou deixar vocês verem no blog da Nathalia, já que foi ela quem planejou tudo e por isso, conta tudo em melhores detalhes. A minha melhor dica dessa viagem é sempre tornar algo chato, burocrático em algo inesperado.